Parece que na Feira Internacional do Móvel de Milão (Salone Internazionale del Mobile di Milano – acontecimento importante no mundo do Design Industrial) uma das tendências mais marcadas este ano entre designers e fabricantes foi a escolha pelos produtos de pequena escala. Muitos acessórios e pequenas peças, que o mercado agora não compra tão facilmente estantes, mesas ou sofás que não sejam da IKEA (sem desprezo para a IKEA, que tem várias coisas fantásticas).
São, de facto, tempos em que os poucos homens médios que compram objectos de design dão preferência a produtos mais pequenos e com preços mais acessíveis. Como se disse aqui – sítio onde também se assinalou essa tendência –, 2013 será provavelmente o ano do pufe.
O pufe, esse objecto híbrido que não é nem móvel nem acessório, é o que dá mote a este blogue. Blogue que quer ser, tal como o assento que lhe dá nome, coisa simples e discreta, e que servirá apenas para eu revisitar, sempre que puder, alguns dos interesses que tive de deixar para trás (como o design ou a arquitectura).
Não quero que seja, por isso, local de discussões sobre política internacional ou de reflexões acerca da condição actual da Humanidade. Mas também não vai ser uma lista de compras, ou uma parada vaidosa de desejos consumistas: será sobretudo um registo das coisas de que mais gosto, porque ser visual não é ser materialista, porque ver coisas bonitas faz bem à cabeça, e porque, por mais estranho que pareça, o design também tem uma faceta imaterial importante, ainda que muitas vezes seja desprezada.
Curiosamente (ou não), este ano comprei um pufe de uma marca dinamarquesa. Lindo de morrer, como não podia deixar de ser.
Joana, uma pequena rectificação:tu não deixaste nada para trás, estás somente a fazer uma pausa, nada mais.Até porque a designer e a arquitecta vivem dentro de ti e para quem te conhece é uma evidência.Não tenho a tua sensibilidade para estas artes, mas adorei ler e ver o que partilhaste neste teu blog.Irei passando por aqui.bjs
ResponderEliminarA designer foi de férias prolongadas e a arquitecta está desaparecida em combate. Mas hão-de voltar, espero!
EliminarGostei imenso deste intróito e concordo com o ideário. Os sonhos alcançam-se, às vezes inesperadamente (daí ser importante ter a certeza do que se pede, porque podemos consegui-lo); não desanime jamais. Dê tempo ao dito e vá vivendo o mais atenta à felicidade que existe nos pequenos nadas. Que podem ser quase tudo.
ResponderEliminarVenha daí a foto desse Pufe, s.f.f. :)
Tenho alguns, aliás, bastantes, agora que penso nisso... que objecto versátil e 'companheiro'!
Margarida,
EliminarSou alérgica ao desânimo e ao conformismo. Aliás, foi também essa alergia que fez surgir o Pufe.
Quanto ao meu pufe dinamarquês, estou a preparar um post. Para breve!
Bonito,o blogue. Bonita, a casa. Que se parece com a minha.
ResponderEliminarLonga vida. Ao blogue e a si
Obrigada, João. Que felicidade que deve ser viver numa casa assim. E que pena tenho eu de não ver umas fotografias...
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