28/06/2013

Design de Avozinha

 
 

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Estas duas peças de que gosto muito fazem lembrar (pelo menos a mim) coisas de avó velhinha. A taça chama-se Jeannette, e o candeeiro Lolita. Parecem-me, quando as vejo, parentes uma da outra. Talvez por causa da rendinha que partilham no fundo do seu corpo, das cores pastel, das linhas suaves, das formas arredondadas.
 
Quanto à primeira (1 a 4), a origem da ideia é mesmo assumida pela sua criadora, que diz ter-se inspirado na sua própria avó. Tenho algumas reacções anafilácticas visuais (ligeiras, apesar de tudo) a napperons, mas em loiça é outra coisa.
 
Quanto à segunda (5 a 8), muito me surpreende que lhe tenham chamado Lolita. E muito mais me surpreendem as frases da sua criadora: Lolita is here to play with your emotions. She is here to break your everyday routine.  
Brincar com as minhas emoções? Não percebo. É um candeeiro tão bem comportado. Tão recatado. Enfiado timidamente num carapuço tão conservador. Quando o vejo o que me vem à cabeça é a touca da avó do Capuchinho Vermelho, ou da senhora de idade que mora nas aldeias inglesas da Agatha Christie. Não, de todo, a moçoila do Nabokov. Enfim, cada um vê o que quer.
 
[A taça Jeannette foi criada por Ionna Vautrin, em 2004, para a Industreal. O candeeiro Lolita foi criado por Nika Zupanc, em 2008, para a Moooi]
 
Fotografias aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

27/06/2013

Modernices I

Desenganem-se os que pensam que por aqui só se fala de mobília do século passado, ou de design nórdico e dinamarquês. No Pufe também há espaço para (e apreço por) muitas outras coisas. 

Por isso hoje vou falar de algumas modernices. Da autoria de um designer latino. Com bigode. Que usa meias azul turquesa, camisas de manga curta às bolinhas e sapatos amarelos (não tudo ao mesmo tempo, aparentemente).

Chama-se Jaime Hayon, é espanhol e ainda não tem quarenta anos. À primeira vista, parece um bocadinho esquisito. E é capaz de o ser. Também faz coisas um bocadinho esquisitas, a armar ao surrealismo. Não se decide se é designer, se é artista, se é alguma outra figura no meio das duas. Ele lá saberá o que é (ou o quer ser.) Mas, apesar disso tudo, Hayon foi considerado pela revista Times como um dos 100 criadores mais importantes dos nossos tempos, e pela revista Wallpaper como um dos mais influentes designers da última década. Tem escritórios (se é que se pode chamar assim) em Espanha, Itália e Reino Unido. Cria peças de mobiliário para marcas de topo, como a Fritz Hansen, a Bisazza ou a &Tradition. É um empresário de sucesso.

No meio dos objectos que Hayon concebeu até agora, encontrei uns de que gostei. É o caso da linha de casa-de-banho produzida para a Bisazza (designada por bisazza bagno). Talvez porque, como diz o próprio designer, este tenha ido buscar inspiração ao glamour dos anos 30 e lhe tenha dado um toque escandinavo. O resultado é bonito, diferente mas discreto, original mas elegante. E, de certa maneira, não abandona o timbre divertido e ligeiramente infantil que costuma caracterizar o trabalho de Hayon: os móveis parecem estar em bicos dos pés, de saias arregaçadas, como uma senhora fina que passa incomodada por um passeio enlameado (6, 7, 8).


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Não tem sido muito comum na história do design alguém ser valorizado por desenhar peças para casas-de-banho. É mais distinto - ou será, aos olhos de quem ausculta e educa o mercado - conceber cadeiras, mesas, sofás. Candeeiros, vá. Digamos que a criação de peças de casas-de-banho tem estado para o design como os solicitadores de execução estão para o direito. Ainda que necessário, é um trabalho considerado como não muito prestigiante e, sobretudo, significativamente desinteressante. 

Mas se, por mais que tente, de facto não consigo encontrar nada de muito fascinante no trabalho dos solicitadores de execução, a verdade é que, olhando para as peças de Hayon retratadas acima, não tiro a mesma conclusão para o design de casas de banho. São, os das fotografias, verdadeiros móveis, aos quais não é indiferente o design, onde se vê que mesmo uma coisa tão utilitária como um lavatório pode ser bonita. Porque não há nenhuma razão para que um objecto puramente funcional, localizado numa divisão menos nobre da casa, não seja bonito. Pelo contrário: se tal coisa tem de existir, então que seja agradável de se ver e de se usar. Não há coisa pior para o bem-estar visual das pessoas do que ter de lidar todos os dias com objectos feios ou de que não se gosta. Como se disse aqui (loja que acompanho de perto, aliás), em tom de manifesto inspirado na filosofia shakerdon’t make something unless it is both necessary and useful; but if it is both necessary and useful, don’t hesitate to make it beautiful.

Fotografias aqui.

24/06/2013

Home desk


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Esta é a Home Desk, secretária criada em 1958 por George Nelson. É produzida pela Vitra.
Ao longe, a curvatura faz lembrar um piano cego, sem teclas (3). Ao perto, as divisórias fazem a secretária parecer a maquete de um edifício (4). É um objecto que brinca com a sua própria escala. E, sendo pretensiosamente elegante, é despretensiosamente discreto.

Esta seria a minha secretária, fosse a ausência de tralha vária e de papel compatível com a minha profissão (e tivesse eu mais de 4 mil euros para destinar a um petit bureau). Só faltaria escolher a cadeira, tarefa incomparavelmente mais difícil.

Imagens aqui.

21/06/2013

Cicatriz arquitectónica





Há dias em que as palavras não dizem nada. Dias em que parecem ser só compassos de ruído ou borrões num papel, sem sentido nenhum. Hoje calhou ser assim. Por isso não vou dizer muito. Apenas que, em dias como esses, gostava de estar num sítio como este.

[Casa construída com base em ruína do séc. XVIII, Isle of Coll, Escócia, fotografias aqui e aqui]

18/06/2013

Ele há coisas (de design): Grand confort, Sans confor, Dommage a Corbu

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Stefan Zwicky concebeu uma cadeira inspirada na LC2 de Le Corbusier/Jeanneret/Perriand (também designada por Grand Confort Model No. LC2 Club Chair), a que chamou Grand confort, Sans confor, Dommage a Corbu.
Os trocadilhos do nome têm graça, mas duvido que alguém ache graça a sentar-se num mono feito de cimento armado e varas de ferro da construção civil. O estrago (dommage) é total, sobretudo considerando que, com o uso, a LC2 se torna numa poltrona do mais mole que há, envolvendo as pessoas como se estivessem sentadas num monte de claras em castelo.
Nem consigo perceber se isto é assumido como obra de arte ou como peça de design. Não é coisa que me agrade, seja uma ou seja outra. Mas deve ser um mimo ter de chamar uma grua sempre que se quer mudar a cadeira de sítio (assumo que no jardim, já que dificilmente se consegue ter uma cadeira de cimento armado em casa sem reforçar a estrutura resistente do edifício).

17/06/2013

Arquitectura de tecido

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Por incrível que pareça, a casa retratada nas fotografias (2 a 5) tem paredes de tecido. Em concreto, de lona de algodão. E, ainda mais incrível, foi construída nos anos 30 do séc. XX. 
 
A casa é conhecida por Canvas House, e foi implantada em Northport, Long Island, em 1934. Foi projectada por A. Lawrence Kocher e Albert Frey, arquitectos modernistas. As paredes exteriores e o telhado eram feitos de lona de algodão, esticada por cima de uma estrutura de madeira. O tecido era pregado à dita estrutura, pintado e selado (a selagem tinha de ser renovada de três em três anos). Por dentro, folhas finas de contraplacado tornavam a casa mais resistente às condições meteorológicas. As estruturas interiores eram também feitas de lona de algodão. Não consegui saber quando, mas foi, entretanto, demolida.
 
A Canvas House foi construída como casa de fim-de-semana de Kocher, mas era reflexo da intenção de generalizar a construção de casas económicas, cujo baixo preço assentava no uso de materiais mais precários, como o tecido (1). Na verdade, o objectivo de Kocher e Frey passou a certa altura por construir casas baratas, pré-fabricadas, simples e modestas. A ideia era, de uma certa perspectiva, levar a arquitectura modernista a todos, torná-la acessível a qualquer um. Uma espécie de arquitectura low cost.
Os dois arquitectos são também conhecidos por casas feitas com outros materiais normalmente estranhos à construção. Veja-se a Aluminaire House, casa desmontável revestida a alumínio, que aqueles projectaram e construíram no final dos anos 20, ainda antes da Canvas House. Curiosamente, a Aluminaire House viria a ser vendida a Wallace Harrison, arquitecto da Burden House (de que aqui já falei), que utilizou a casa de alumínio na sua propriedade de Long Island como alojamento provisório (enquanto a sua casa se encontrava em construção) e, depois, como casa de hóspedes.
 
As ideias de Kocher e Frey eram sintomas da época de experimentação que se vivia na arquitectura, possível, em parte, graças ao movimento moderno (Kocher, em especial, tinha a intenção de começar uma Bauhaus americana em Long Island). As suas casas são exemplo da corrente modernista que eclodiu de forma breve e discreta nesta região dos Estados Unidos, e que aqui se apelidou em cheio de The Suburban Avant-Gardes.
 
Quanto à Canvas House, a ideia podia ter sido revolucionária no mundo dos pré-fabricados. Mas não foi. Como se disse aqui, the Canvas House, one room on stilts, got lots of press understandably—it looked like a toy-train version of the Villa Savoye—but without electricity, it was basically a modernist lean-to.

12/06/2013

A cadeira mais famosa do mundo

Eu prometo que o meu próximo post não será sobre cadeiras. E prometo que não volto a fazer outro post com 27 imagens e mais de 1500 palavras.
Não é que eu queira abusar da paciência de quem por aqui passa, mas a cadeira de que vou falar é realmente especial. Atravessou, até agora, três séculos diferentes. Suportou mil e uma mudanças de paradigma no design e no mobiliário. Sobreviveu ao Arts and Crafts, ao minimalismo, ao funcionalismo. E sentou milhões e milhões de pessoas. Sem exagero.

É esta (1). Chama-se, apenas, cadeira n.º 14. Mas é a cadeira mais famosa do mundo.


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Podem alguns leitores não saber o nome dela ou não conhecer o seu fabricante, mas de certeza que a conhecem de vista. É utilizada pelo mundo fora, sobretudo em cafés, restaurantes e espaços públicos - na maior parte dos casos, em versões imitadas. Tanto podemos encontrá-la num café numa aldeia perdida algures em Portugal (mais provavelmente numa variante baratucha em metal forrado a plástico branco, a condizer com a arca frigorífica da Olá), como, numa interpretação mais arejada, pintada em cores garridas para um restaurante da moda no Chiado, ou mesmo, na sua versão original, em madeira maciça e com um ar distinto, numa qualquer Kaffeehaus chique de Viena.
É, de certa forma, uma cadeira invisível, não fossem os nossos olhos estarem já tão habituados ao seu desenho e à sua presença. E é verdade que, para o comum dos mortais, parece uma cadeira perfeitamente ordinária. Mas não é. 
 
De nome singelo, significando provavelmente que é a décima quarta filha da família Thonet, grande empresa germano-austríaca de mobiliário do séc. XIX, a cadeira n.º 14 foi criada em 1859 por Michael Thonet (retratado com os seus cinco filhos, que herdaram o negócio Thonet - 2; logo abaixo, estão os actuais cinco herdeiros do negócio - 3). Tem, por isso, mais de 150 anos (!). Aqui está ela, mais variação, menos variação, a acompanhar a História e as histórias de muitas famílias (4 a 10).

 
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Foi modernizada e reinventada sucessivas vezes (mesmo nas fotografias antigas notam-se algumas alterações), sem perder o seu espírito e o seu carácter (11 a 18). Até a Muji reinterpretou a cadeira n.º 14 (17). Numa versão muito aproximada ao que era no séc. XIX, muito embora mais arejada, a cadeira ainda está hoje em produção por várias empresas Thonet sucessoras da original. E a técnica usada para o seu fabrico ainda é a mesma de há cem anos. 











Aliás, a técnica de fabrico da cadeira n.º 14 é um dos factores que a distingue das suas contemporâneas. É uma técnica curiosa e, na altura, foi revolucionária, como acontece frequentemente com os grandes clássicos do design.

A cadeira n.º 14 resultou da aplicação de um método de dobragem da madeira com vapor (chamado bentwood), aperfeiçoado por Michael Thonet depois de várias tentativas fracassadas. E digo aperfeiçoado porque a técnica de dobrar madeira com vapor não era desconhecida (já era usada pelos índios americanos, ainda que para outros fins), mas nunca havia sido pensada para a produção de mobiliário (pelo menos desta forma). Em concreto, o método usado por Thonet consiste no amolecimento de madeira de faia através do vapor, durante cinco horas. Depois disso, há apenas três minutos para moldar a madeira, antes que esta comece a quebrar.

O resultado é uma peça de madeira maciça moldada de acordo com a vontade do Homem. Abriu-se, com Thonet, um mundo infinito de possibilidades no mobiliário, cuja produção deixou de depender de técnicas mais básicas - como esculpir e entalhar peças sólidas de madeira - para se chegar ao objecto pretendido. A partir da cadeira n.º 14, e por causa dela, a técnica bentwood foi uma das bases do design industrial moderno. E foi de tal forma aperfeiçoada na altura que hoje não é muito diferente do que era há cem anos (19 a 22).







A utilização daquela técnica na produção da cadeira n.º 14 fez realmente a diferença. Ainda assim, a verdadeira inovação trazida por esta cadeira não está tanto na técnica, mas sim na estratégia de comercialização que Thonet implementou.

Na realidade, mais do que um grande exemplo de design industrial (e um dos primeiros, no verdadeiro sentido da palavra), a cadeira n.º 14 é também um modelo notável de empreendedorismo.
Tudo nela foi intencional, e tudo se reconduziu ao alcance de dois objectivos muito concretos: Thonet ambicionava criar a primeira cadeira produzida em massa e a primeira passível de ser vendida a um preço acessível, para que todos a pudessem comprar. E, para isso, planeou tudo ao detalhe, de modo a que o resultado pudesse ser uma cadeira bonita, simples, confortável, de boa qualidade e barata.
É, no seu verdadeiro sentido, uma cadeira de design, do princípio ao fim.

Senão repare-se:

Eu não sou histérica por cadeiras de palhinha, mas tenho de reconhecer que a cadeira n.º 14 é bonita (quem não gostar de palhinha pode sempre comprar a cadeira n.º 14 com assento em madeira maciça). E a palhinha tinha uma razão de ser (23). Sendo uma cadeira desenhada sobretudo para cafés e restaurantes, a palhinha permitia que os líquidos entornados escorressem para o chão, não ensopando a cadeira.

A cadeira n.º 14 foi também intencionalmente pensada para ser modesta, mas diferente. Destoava das modas de meados do séc. XIX pela sua simplicidade, despindo os restaurantes e cafés da altura da opulência decorativa que se usava. Destoava também do resto da oferta da empresa Thonet, que continuou paralelamente a produzir mobiliário cheio de curvas e detalhes, para agradar a um público mais Art Nouveau (veja-se a conhecida cadeira de baloiço).
A cadeira era propositadamente simples. E isso era moderno. Tanto que se tornou companheira de intelectuais, artistas e outras personalidades, tendo sido usada por Brahms, Lenine, Le Corbusier, Picasso, Einstein.

Por outro lado, a cadeira n.º 14 foi feita para ser confortável. E para ficar ainda mais confortável com o uso. Na verdade, à medida que os parafusos e a madeira vão afrouxando, parece que a cadeira se torna mais cómoda. Digamos que envelhece bem.

Além disso, Thonet não queria descurar a qualidade. O trabalho posto no seu fabrico era tão dedicado que as cadeiras passavam de geração em geração, e muitos dos exemplares do séc. XIX ainda hoje são usados.

Mas todas essas exigências seriam em vão se, simultaneamente, a cadeira a produzir não fosse barata. E é aí que reside a grande diferença da cadeira n.º 14 em relação às restantes peças de mobiliário da sua época: o factor preço foi ponderado desde o primeiro momento como um factor determinante, desde a própria concepção da cadeira.
Para ser barata, Thonet determinou que a cadeira n.º 14 seria composta pelo mínimo possível de partes, todas estandardizadas (é composta por seis peças em madeira - dois discos, duas pernas e alguns arcos -, unidas por meia dúzia de parafusos - 24). Ainda hoje é assim (25). Isto permitia, por um lado, a sua produção por trabalhadores fabris e, por outro, um transporte e uma armazenagem muito eficientes, já que desmontada a cadeira ocupava muito pouco espaço e permitia a arrumação de um grande número de exemplares num espaço reduzido (26).

Essa foi, aliás a grande revolução: ao ser passível de ser desmontada facilmente e sendo composta por poucas partes, todas elas padronizadas, a cadeira n.º 14 podia ser transportada  com custos muito baixos. Num caixote com um metro cúbico cabiam 36 cadeiras desmontadas (26), o que possibilitou a sua venda pelo mundo fora.
No fundo, a empresa Thonet foi a IKEA do séc. XIX, numa clara antevisão do que viria a ser a produção e a comercialização em massa.


 



 

 
Tendo sido concebida para isso, a cadeira n.º 14 foi, de facto, um sucesso. Em meados de 1870, a fábrica de Thonet produzida 2000 unidades por dia e empregava mais de 4000 trabalhadores, que produziam as cadeiras em autênticas linhas de montagem, muito antes do tempo de Henry Ford. Em 1913, a fábrica tinha mais de 6400 trabalhadores e produzia 1,8 milhões de peças de mobília por ano. Até hoje, foram produzidas mais de 50 milhões de cadeiras n.º 14.
 
Como se explica, apesar disso, que a filha da revolução industrial e a mãe da actual indústria de mobiliário não tenha sido esquecida ao fim de 150 anos?
Stephen Bayley disse tudo, a propósito da reinterpretação da cadeira n.º 14 pela Muji: Should a chair be a narrative, a theorem? Or something to sit upon? Certainly, chairs that are expensive, yet useless, one-offs are testimonies to our crisis of nihilistic self-loathing, but, as a narrative means, four legs and a seat have a limited expressive range. You need a tame curator to translate. Meanwhile, a chair that is cheap to make, good for sitting on and noble of aspect tells a rather convincing story of its own.
Ou seja, foi a constância da simplicidade da cadeira n.º 14, em conjunto com a lealdade à sua função, que a manteve viva.

A cadeira n.º 14 é agora considerada uma peça de design e, por isso, é cara. Custa perto de 600 euros (o modelo do nó, na pic 16 acima, fica a mais de 1000 euros). Ficou a sua imagem, mas o seu espírito, aquele que Michael Thonet lhe dera, de ser uma cadeira barata, acessível a todos, desapareceu. Hoje é uma cadeira cheia de história, mas vazia de sentido. E isso é pena. De certa forma, parte do seu design perdeu-se.




Informações tiradas daqui, daqui, daqui, daquidaqui e daqui. Vídeo explicativo aqui.