Para os menos iluminados que não tiverem percebido a evidência da primeira imagem, é uma mesa de apoio em madeira de cedro. Diria eu que também pode ser um banco (o chamado banco de pau), ou quem sabe um sofisticado mono inútil, tal é a sua multifuncionalidade. É só vantagens. Ainda por cima, é design sustentável: quando se fartar é só atirá-lo para a lareira.
É um móvel de enorme complexidade técnica, que revela um elaborado trabalho de concepção e de produção. E vê-se logo que lhe subjaz uma profunda justificação ontológica: é assim uma coisa género Robinson Crusoe cruzado com minimalismo forçado cruzado com bloco de anti-traça gigante cruzado com estilo rural-zen-chique.
Há muito design português de qualidade, mas arrisco-me a dizer que este não será um bom exemplo.
Ah, e esqueci-me de um detalhe: custa 360 euros.
[Mesa de Apoio Strong Cedar, Joana & João Carmo Simões, 2010, Lacecal]


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