Pic 1: Achille, Pier Giacomo e Livio Castiglioni
Pic 2: candeeiro Arco, Achille e Pier Giacomo Castiglioni para a Flos
Pic 5: Ronan e Erwan Bouroullec
Pic 6: poltrona Quilt, Ronan e Erwan Bouroullec para a Established & Sons
Pic 7: Humberto e Fernando Campana
Os designers retratados acima pertencem a épocas e países diferentes (Itália, Inglaterra, França, Brasil), mas têm uma coisa em comum: fizeram com os irmãos parcerias das quais nasceram peças hoje reconhecidas no mundo do design industrial.
Os irmãos Castiglioni (pic 1) dedicaram-se muito ao design de iluminação (o mais conhecido talvez seja o candeeiro Arco, desenhado por Achille e Pier Giacomo em 1962 para a Flos, naquela que foi uma das primeiras - senão a primeira - fusão entre um candeeiro de tecto e um candeeiro de pé - pic 2). Os irmãos Joseph (pic 3) têm uma empresa de sucesso na área dos utensílios de cozinha (JosephJoseph), e apostam em objectos úteis, de design irrepreensível, que cumprem a sua função (falo por experiência própria, porque tenho alguns; pic 4). Os irmãos Bouroullec (pic 5) fazem muita coisa, desde sofás, candeeiros, móveis de casa-de-banho, acessórios, cadeiras, até instalações. Tudo com bom gosto, boas ideias e, sobretudo, com uma originalidade sóbria (pic 6). O mesmo não acontece com os irmãos Campana (pic 7), que são conhecidos pela exuberância das suas criações, pelas peças irreverentes e disparatadas (veja-se a cadeira e a cama Favela, que por aqui já apareceram, ou a pic 8).
É verdade que os grandes marcos do design surgem frequentemente em famílias. Pais e filhos, maridos e mulheres (basta lembrar, por exemplo, a família Thonet, de que aqui já falei, Charles e Ray Eames, Alvar e Aino Aalto, entre muitos outros). Mas há alguma coisa de diferente quando essa colaboração se faz entre irmãos. Há um equilíbrio de forças, sem temores reverenciais nem relações conjugais que o perturbem (o que não exclui, apesar disso, os conflitos inevitáveis de qualquer relação humana). Há também uma posição comum, e recíproca, de complementaridade. Ser irmão é ser fruto da mesma árvore, é estar ao mesmo nível, é partilhar um caminho. E, quando esse caminho se alarga para a vida profissional, e continua a ser feito em conjunto, podem surgir no seu percurso maravilhas.








Gostei :) ...e desejo que seja sempre assim!
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