Até hoje fui sempre futuro, dizia Almada Negreiros. Eu, há bem pouco tempo, deixei de ser futuro e passei a ser presente. Mas nunca serei passado.
Apesar disso, estas imagens não me foram indiferentes. Porque nunca me são indiferentes as fotografias que conseguem mostrar o que já não está lá, o que um dia foi e já não é. Estas fotografias serão sempre passado.
Thomas Jorion fotografou palácios e casas senhoriais abandonadas, pela Europa fora. Chamou--lhes Palais oubliés. Sítios que um dia foram decadentes pela opulência e que hoje são decadentes pela degradação. Edifícios que podem estar a cair pedaço a pedaço, mas que se recusam a perder a cor [1 a 12].
Sven Fennema fez coisa semelhante. Fotografou castelos, igrejas e palácios de que o tempo, os elementos e a natureza se apoderaram [13 a 25].
Em todos, o brilho do passado ainda está lá, de uma forma ou de outra. Todos brilham, ainda que a outra luz.
Em todos, o brilho do passado ainda está lá, de uma forma ou de outra. Todos brilham, ainda que a outra luz.
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