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05/08/2014

O negócio dos bancos

O próximo post ia ser sobre isto. Mas faz-se um pequeno intervalo nos trabalhos para falar sobre o assunto da moda: bancos. Parece que agora toda a gente tem uma coisa a dizer sobre bancos, e por isso o Pufe resolveu dar o seu modesto contributo para a questão. Com algumas diferenças, bem ligeiras: os bancos de que se gosta aqui no Pufe são sólidos, credíveis e estão para ficar. E, ao contrário de muitos outros bancos, onde quem neles (a)bancou hoje não tem onde se sentar, estes não deixam ninguém ficar mal - sentado. 
Quem quiser investir em bancos, já sabe. É nestes.


Butterfly stool, Sori Yanagi, 1954 (produzido pela Vitra)


Avvitamenti stool, Carlo Contin, 2013 (ainda em projecto, visto aqui)


Harry stool, Chris Martin, 2009 (produzido pela Massproductions)


Camping stool, Jesper K, Thomsen, 2009 (produzido pela Normann)


Stool 60, Alvar Aalto, 1933 (produzido pela Artek)




Capelli stool, Carol Catalano, 2009 (produzido pela Hermann Miller)


Nelson bench, George Nelson, 1946 (produzido pela Vitra)


July stool, Nao Tamura, 2012 (produzido pela Nikari)


J64 stool, Ejvind A. Johansson, 1950 (produzido pela Fredericia)


Cobbler stool, Uffe Berg, data desconhecida (produzido pela Skagerak)


30/07/2013

Design e ciclismo


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O cruzamento entre o mobiliário doméstico e o ciclismo não é evidente. Mas, estranhamente, existe. 

A cadeira retratada acima (1 a 3), chamada Tour, tem três coisas de que gosto. Primeira: é feita em madeira de ar deslavado (a moda do deslavado dá para muitas linhas e por isso fica para outro post). Segunda: tem pormenores em amarelo, cor que odiava há uns anos e que progressivamente se foi entranhando nos meus gostos, para agora ser uma das minhas preferidas (sobretudo combinada com a madeira deslavada). Terceira: mistura design limpo, minimalista, com um toque surrealista (ou, para não ferir susceptibilidades, com um toque de disparate). Toque esse que, apesar de não ser subtil, também não é exagerado (a terminação da cadeira a lembrar o guiador de uma bicicleta de corrida, a estrutura tubular da cadeira a lembrar a estrutura das bicicletas).
E uma quarta: foi concebida por um designer português que promete muito - Rui Alves - e que, além de ser designer, vem de uma família de carpinteiros. Que gozo deve dar imaginar uma coisa e a seguir conseguir torná-la em matéria.

O banco (4 a 7), chamado Sella, foi desenhado pelos conhecidos irmãos Castiglioni (Achille e Pier). Para uma peça de mobiliário desenhada em 1957 é bastante arrojada. O mérito dos seus criadores e a sua idade, conjugados com a originalidade das formas, fazem deste banco uma espécie de não-clássico. É uma peça que está condenada a ser sempre irreverente, a nunca se tornar num símbolo de uma época. Pertencerá sempre à feira de curiosidades do design. 
E não é, apesar de ter graça, coisa que comprasse para a minha casa, ao contrário da cadeira Tour. Acho que me sentiria tão desconfortável sentada nele como num monociclo circence, a fazer malabarismo ao mesmo tempo.


[cadeira Tour, Rui Alves, 2011, fotografias tiradas daqui]

[banco Sella, Achille e Pier Giacomo Castiglioni, 1957, produzida pela Zanotta; fotografias tiradas daqui]