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30/07/2017

My Foolish Heart

Há anos que gosto da cadeira Egg, do Jacobsen. É uma espécie de amor tranquilo, não correspondido mas também não procurado, ao qual me fui habituando sem ligar muito. Até porque pensar em dar seis mil euros por uma lounge chair esmorece qualquer paixão.

E assim tem sido, até há pouco tempo. Abri o site da Fritz Hansen, como faço tantas vezes, e apareceu esta fotografia da cadeira, em pele, cor de caramelo escuro, a derreter-me nos olhos. E aí qualquer coisa mudou. Estou deslumbrada, mais que isso, não consigo deixar de pensar nela. Eu, que nem gosto de sofás em pele, dou por mim caída aos pés de uma cadeira de pele. Ainda por cima, eu já conhecia esta versão, e sempre me foi indiferente.

O que mudou? E como pode ter mudado? Não sei, talvez prefira nem saber. Mas, como diz a música (ainda que goste mais da sua versão instrumental, nas mãos do Bill Evans), For this time, it isn't fascination / Or a dream that will fade and fall apart / It's love, this time it's love, my foolish heart.

(agora é só respirar fundo, e esperar que a ideia de gastar treze mil euros para consumar este amor arrefeça isto um bocadinho)



fotografia aqui

18/05/2017

Nesting, Anglepoises e Bath


Quando estava grávida do meu primeiro filho, aquela coisa que dá pelo nome de nesting não me fez arrumar os lençóis do berço por cores, nem comprar todos os cueiros, tapa-fraldas, fofos e demais parafernália de puericultura das lojas de Campo de Ourique. Fez-me, infelizmente, procurar com fervor um objeto de design que pudesse oferecer ao bebé. Um móvel, um sofá, só para ele, que tivesse uma história, mas com o qual ele pudesse também crescer e construir as suas histórias, e um dia levá-lo para a sua própria casa. Lembrei-me logo da Womb Chair, do Saarinen, uma das minhas poltronas favoritas. E logo o meu cérebro de grávida achou tão apropriado o nome. Era uma continuidade da barriga da mãe, uma cadeira que nos abraçaria enquanto lhe contaria as primeiras histórias, onde ele depois se poderia refugiar, ler, ouvir música [claro que hoje, já longe da gravidez, acho esquisito a cadeira chamar-se Womb, apesar de continuar a gostar muito dela].

Felizmente, alguém com menos apego a estas coisas, mas com mais bom senso e menos hormonas propensas a este efeito (o pai), chamou-me à razão em tempo. Uma poltrona do Saarinen seria um presente fantástico, mas conviria ponderar que o seu destinatário iria tomar o mundo como uma tela em branco para as suas canetas de feltro (não limitado às folhas A3 que com amor e devoção lhe vou comprando), além de ainda demorar algum tempo (anos) a controlar totalmente os esfíncteres.

Os anos passaram, mas não abandonei a ideia de lhe oferecer um objeto de design. E, do nada, encontrei o objeto ideal. Um Anglepoise! Como é possível não me ter lembrado antes do Anglepoise? Com certeza que um candeeiro que era usado dentro dos bombers da Segunda Grande Guerra, e que, segundo reza a história, funcionou depois de mais de 40 anos submerso no Lago Ness, dentro de um avião, resistirá a uma criança de 4 anos (espera-se). E tem tantas histórias para contar, desde o mecanismo único inventado pelo seu criador, um engenheiro de automóveis (Carwardine), e que passou a ser usado em tantos outros candeeiros, até aos anúncios onde que era publicitado como um óptimo candeeiro para o Blitz (an ideal blackout lamp!), porque permitia focar a luz e não deixá-la passar para fora de casa. Apesar de ter quase 90 anos, o Anglepoise continua em produção, tanto na sua versão original como em versões mais modernas, mais pequenas, maiores, de parede, de tecto, de exterior, de cores variadas. E a fazer sucesso em sítios improváveis, como no logotipo dos estúdios de animação da Pixar.









Mas a parte da história do Anglepoise que para mim é mais especial é o facto de ter sido feito em Bath, coisa que soube porque uma das revistas que vejo – a Cereal – fez uma reportagem lindíssima sobre Bath e Anglepoises. De repente, tudo fez sentido. Um dos meus candeeiros preferidos, feito numa das minhas cidades preferidas (se não mesmo a preferida), que visitei no auge da minha loucura austeniana da pós-adolescência (que não esmoreceu por completo), e onde senti que tudo parecia pensado à minha medida e feitio. Cheguei a Bath de comboio, num Novembro com um frio de rachar, com um nevoeiro que só passava a meio da tarde, mas que cheirava a azevinho dos jardins, a chocolate quente e a buns dos cafés, ao Natal que se aproximava e já decorava as ruas. Uma cidade tão arrumadinha, tão perfeita, mas de pedra tão gasta que parecia suspirar a cada passo. Não passa um Novembro sem que eu me lembre de Bath, e sem que queira lá voltar.






Ficou por isso decidido. É um Anglepoise, no seu design original. Provavelmente azul, mas ainda não tenho a certeza.




Este post é para o X, que um dia vou levar a Bath, e a quem vou explicar de onde veio o candeeiro que em breve terá em cima da secretária. E que – espero – resistirá a tempo de o ajudar a fazer o doutoramento em engenharia espacial (ou em design, se ele quiser).



[imagens retiradas do site da Anglepoise e da Cereal; poster aqui]

25/09/2014

Os sofás cutchi

O Pufe acordou hoje com vontade de falar sobre a moda dos sofás cutchi. É uma moda que se vai insinuando devagarinho, mas que está para ficar.

Por norma, o sofá é um móvel grande, o protagonista da sala de estar. Tem tendência a ser o mais discreto, por isso mesmo. Se é um bicho que mete respeito, é também um dos que quer passar despercebido, como um grande elefante envergonhado. Já basta o tamanho que tem. Por isso aparece tantas vezes com cores neutras, padrões sérios e formas discretas. Quem compra um sofá raramente se aventura em grandes excentricidades. É muito material, ali a ocupar a sala quase toda, há que escolher, diz-se, o que se funde melhor com o resto dos móveis e o que, todos os dias, nos diz não-olhes-para-mim-assim-eu-sou-só-um-sofá-e-não-tenho-culpa. Estes dois, abaixo, são exemplos disso (se bem que são mais uns falsos tímidos, cada um no seu género).


1
Sofa, Florence Knoll, 1954, Knoll (aqui)

2
Onkel Sofa, Simon Legald, 2012, Normann, aqui


Mesmo os sofás em pele tipo chesterfield são, devo reconhecer, portentosos exemplares de algum recato, ainda que armados em peça de luxo. É claro que os odeio, sejam feios ou bonitos, porque para mim não há assento pior que um sofá em pele. É mau quando a pele do sofá está fria, é ainda pior quando está quentinha (por causa do utilizador anterior) e parece que nos sentamos no lombo do próprio animal. É mau porque o sofá faz aquele chiar esquisito de cada vez que relutantemente nos mexemos, é ainda pior porque tem aquele cheiro duvidoso (será mesmo da pele?). E é péssimo, acima de tudo, porque não se pode lavar [blergh]. Para mim, um sofá em pele é um troféu como os outros: só faz sentido com tapete de pele de urso espalmado no chão e torso de veado na parede. Ou seja, não faz sentido nenhum. Mas, lá está, é uma questão de gosto. No fundo, é como a eterna e profundíssima discussão cueca vs. tanga, ou slip vs. boxer: com as devidas distâncias em relação aos sofás (que na prática nem são muitas), cada um é que sabe como prefere acomodar o respectivo dito.

Mas voltando aos sofás. Se a tendência é normalmente para o estilo sóbrio, a verdade é que há também por aí uns grandes malucos (sempre houve, mas agora há mais). São as divas do design, histéricas e extravagantes. Nas formas, nas cores, nas texturas, às vezes em tudo ao mesmo tempo, ao ponto de alguns sofás serem verdadeiros travestis mobiliários. Seguem alguns exemplos.


3
Victoria and Albert Sofa, Ron Arad, 2000, Moroso, aqui

4
Alcove Sofa, Ronan & Erwan Bouroullec, 2006, Vitra, aqui


Como é óbvio, isto ainda é o mundo do design considerado respeitado, onde se assegura uma garantia mínima de bom gosto e de qualidade. Mas às vezes essa garantia é muito ténue. Há por aí muita coisa que se aproxima perigosamente das criações de algumas lojas ali da Rua da Estefânia ou da Pascoal de Melo, onde pululam imitações mal amanhadas de grandes clássicos, contraplacados baratuchos, madeiras lacadas horripilantes e afins, imersos, claro, em tapetes de pelo comprido (normalmente roxos), móveis estofados (normalmente em tipo pele branco), mesas de centro em acrílico (normalmente azulado), papel de parede adamascado (normalmente com tons dourados) e telas “arte abstracta” ou stencils de parede com citações de Nicholas Sparks, tudo 100% poliéster made in China.

Retomando. Entre os sofá diva, há alguns subversivamente infantis. São os sofás cutchi-cutchi, que estão abaixo. Só mostro alguns, para não enjoar. É muito açúcar.


5
Nubilo Sofa, Constance Guisset, 2014, Petite Friture, aqui

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My Beautiful Backside, Nipa Doshi & Jonathan Levien, 2008, Moroso, aqui

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My Beautiful Backside outra vez, agora versão gelatina de limão

8
My Beautiful Backside, ainda outra vez, em azul bebé


São todos redondinhos, com almofadas em forma de rebuçadinho, tons pastel e padrões bilu bilu. As almofadinhas são mesmo a pedra de toque. Muitas almofadinhas, de vários tamanhos e feitios. É uma espécie de sofá meets tribo urbana japonesa. De clássicos semi bocejantes, os sofás passaram a big cuties cheios de corante artificial, que dificilmente resistirão à flutuação dos boards do Pinterest.

Comprar um sofá destes é como ir a uma loja de gomas. Mas, em vez de dor de barriga, estes sweeties causam dor de bolso: o preço – do Nubilo Sofa, € 2.600,00, e do My Beautiful Backside, pasme-se, € 13.320,00 – não é nada queridinho.

05/08/2014

O negócio dos bancos

O próximo post ia ser sobre isto. Mas faz-se um pequeno intervalo nos trabalhos para falar sobre o assunto da moda: bancos. Parece que agora toda a gente tem uma coisa a dizer sobre bancos, e por isso o Pufe resolveu dar o seu modesto contributo para a questão. Com algumas diferenças, bem ligeiras: os bancos de que se gosta aqui no Pufe são sólidos, credíveis e estão para ficar. E, ao contrário de muitos outros bancos, onde quem neles (a)bancou hoje não tem onde se sentar, estes não deixam ninguém ficar mal - sentado. 
Quem quiser investir em bancos, já sabe. É nestes.


Butterfly stool, Sori Yanagi, 1954 (produzido pela Vitra)


Avvitamenti stool, Carlo Contin, 2013 (ainda em projecto, visto aqui)


Harry stool, Chris Martin, 2009 (produzido pela Massproductions)


Camping stool, Jesper K, Thomsen, 2009 (produzido pela Normann)


Stool 60, Alvar Aalto, 1933 (produzido pela Artek)




Capelli stool, Carol Catalano, 2009 (produzido pela Hermann Miller)


Nelson bench, George Nelson, 1946 (produzido pela Vitra)


July stool, Nao Tamura, 2012 (produzido pela Nikari)


J64 stool, Ejvind A. Johansson, 1950 (produzido pela Fredericia)


Cobbler stool, Uffe Berg, data desconhecida (produzido pela Skagerak)


20/05/2014

Bibendum


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Quem não conhecer esta poltrona certamente pensará que ela é um modelo recente. Tem um ar modernaço, quase que podia estar no catálogo do próximo Inverno das melhores lojas de design (por acaso é uma peça exclusiva de uma delas, a Aram Store).

Mas não é. E não é apenas a sua idade que impressiona. Há três dados interessantes sobre esta peça, que aqui deixo por ordem crescente de estupefacção induzida:
A fonte de inspiração? Aquele famosíssimo boneco feito de pneus, marca eterna da Michelin, chamado Bibendum (é também o nome desta poltrona).
A época em que foi concebida? Início dos anos 20 do séc. XX (talvez um pouco antes).
O seu criador? Uma mulher semi-aristocrata irlandesa, Eileen Gray.

Eileen Gray é uma das designers mais importantes do século passado, ainda que grande parte do seu reconhecimento seja póstumo (também tem alguns trabalhos de arquitectura, mas isso fica para outro post). É uma espécie de Coco Chanel do design. Muitas das suas peças foram revolucionárias, e marcaram de forma significativa a facção do design que gosta de móveis com aço tubular [de uma forma muito simplista e por isso provavelmente errada ou pelo menos imprecisa, sempre que me lembro do período moderno divido-o entre os orgânicos e os industriais, ou seja, entre os fanáticos do mobiliário todo em madeira e os extremistas do vidro e do metal, seguindo-se uma terceira corrente, dissidente, que venera os plásticos, as borrachas e os acrílicos]. Quem não se recorda, por exemplo, da sua conhecida mesa E1027, que também aparece nas imagens 3 e 4 abaixo?
 
 
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A Bibendum chair (é verdade, o nome é tão pouco sofisticado), aparentemente sem grande graça, é muito especial.
Por um lado, é das poucas cadeiras balofas que consegue ser ao mesmo tempo elegante; não é comum um corpanzil destes conseguir ser também airoso, efeito para o qual é decisiva a estrutura de base, mais fina.
Por outro lado, é muito versátil. Com o cenário certo, tanto é feliz numa sala de estar, numa sala de espera ou num quarto.
Por outro lado ainda, mesmo parecendo ter linhas volumosas e grosseiras, tem traços subtis que lhe conferem uma harmonia invisível, que não se vê à primeira, só se sente: já repararam que os dois anéis gordos do encosto, apesar de parecerem meios donuts, são na verdade uma repetição mais cheia da base tubular da cadeira, também em meia-lua? Como se, no papel, fossem curvas saídas de canetas diferentes, uma de ponta fina, outra de ponta de feltro? Afinal confirma-se que a teoria da simetria de Gui Bonsiepe serve para alguma coisa. 

[fotografias aqui e aqui]

14/04/2014

The beauty of asymmetry

A Muuto lançou no mercado um sofá que é agora um dos meus favoritos. Chama-se Soft Blocks e foi desenhado por Petter Skogstad. Diz o designer: "The ideia behing Soft Blocks was to play around with the proportions of a conventional sofá, challenge straight continous lines and explore the beauty of asymmetry. The result is a playful composition of soft blocks that are ready to welcome  you in the most friendly and comfortable way". Sempre que olho para ele, lembro-me de peças de Lego (sobretudo do Lego Duplo).
 
Gosto tanto de ver que ainda é possível fazer coisas diferentes com objectos tão triviais. E acho que o facto de este sofá estar apenas disponível (por agora) no azul predominante na minha sala é um sinal cósmico que não devo ignorar.

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[Soft Blocks, Petter Skogstad, Muuto, aqui]

10/01/2014

Tafelmusik

Apesar do título pomposo, este post é apenas sobre mesas de salas de jantar. Coisa bastante mais prosaica, portanto. Mas achei que o título era apropriado porque, na verdade, as mesas retratadas abaixo são música (felizmente, não barroca) para os meus olhos. Em consonância com as cadeiras certas, nem se fala (isso fica para outro post).

Claro que podem ter muitos outros destinos além da sala de jantar. Entre clássicos dos anos 30 a mesas de colecções com menos de um ano de vida, mármores a madeiras, madeiras a metais, redondas, elípticas ou rectangulares, é escolher.

| 1 | 
Raft table, 2011, design de NORM para a &Tradition


| 2 | 
Florence Knoll table desk,1961, design de Florence Knoll para a Knoll


| 3 | 
Wogg 38 table, 2006, design de Alfredo Haberli/Wogg para a Wogg


| 4 | 
Dining table, 1954-1955, design de Isamu Noguchi para a Vitra


| 5 | 
Copenhague table CPH30, 2012, Ronan & Erwan Bourroullec para a HAY


| 6 | 
Branch table, 2012, design de Jacob Wagner para a Cappellini


| 7 | 
Toni table, 2010, design de James Irvine para a Marsotto


| 8 | 
Nelson X-leg table, 1950, design de George Nelson para a Herman Miller


| 9 | 
Essay, 2009, design de Cecilie Manz para a Fritz Hansen


| 10 | 
Table 82A, 1935, design de Alvar Aalto para a Artek


| 11 | 
Sleek 2013, 2013, design de Karim Rachid para a Riva 1920


07/01/2014

O ano do cobre


Há quem faça listas com resoluções de ano novo. Eu, como jamais cumpriria as que fizesse, faço antes listas de coisas de que gosto. Hoje, são 12 coisas em cobre (ou cor de cobre), uma por cada mês do ano. Algumas, reedições de grandes clássicos (o 3 e o 7, desenhados, respectivamente, em 1968 e 1977). Outras, bem fresquinhas, capas dos catálogos mais recentes das melhores lojas de design.

Na verdade, se fosse o Pufe a ditar as modas, o cobre era a tendência do design industrial de 2014 (parece que foi um dos metais de eleição em 2013, mas isso para mim não interessa nada porque é agora que começam a surgir as peças mais interessantes). Há qualquer coisa no cobre que me faz lembrar o modernismo, sobretudo quando combinado com temas geométricos ou marmoreados. E os tons são tão bonitos. É o rosé dos metais, o tímido dos minerais, discretamente afogueado, tão diferente do dourado ou do bronze. 




1 | Lavatório de casa-de-banho, The Hayon collection, Jaime Haydon (Bizazza)
2 | Prato suspenso para alimentação de pássaros Bird feederCooperativa Panorámica (Cooperativa Panorámica)
3 | Candeeiro suspenso Flowerpot, Verner Panton (&Tradition)
4 | Candelabro Chunk of marbleAndreas Engesvik (Menu)
5 | Mesa Breeze, Monica Forster (Swedese)
6 | 3 jarras empilháveis, Spun Vase Trio, Tom Dixon (Tom Dixon)
7 | Jarro térmico Vacuum Jug, Erik Magnussen (Stelton)
8 | Espelho Gridy me, Gridy (Menu)
9 | Porta-lápis Copper Pencil Holder, designer não identificado (Ferm Living)
10 | Candeeiro suspenso Spica, Jamie Iacoli e Brian McAllister (Iacoli & McAllister)
11 | Organizadores de secretária Wireframe trays, Cooperativa Panorámica (Cooperativa Panorámica)
12 | Mesa Algedi Table, Jamie Iacoli e Brian McAllister (Iacoli & McAllister)