Já tenho falado disto a meio mundo, mas não resisto a falar também aqui.
É sabido que dos japoneses, esse povo rei da papeterie e do material de escritório, brotam delicadezas como o agrafador-pequenino-e-querido-em-cores-igualmente-queridas-que-agrafa-sem-agrafos, a caneta-que-desliza-e-expele-uma-tirinha-de-florzinhas-bolinhas-ou-hipopótamos-bebés-que-arrotam-coraçõezinhos, os mini-tubinhos-coloridos-de-cola, ou os não menos mimosos marcadores-fluorescentes-em-tamanho-cenoura-baby-com-estojozinho-de-transporte. Para não falar da mundialmente famosa washi tape, porque, lá está, os japoneses não apreciam a reles e mortiça fita-cola transparente.
Claro que fizeram (a marca Felissimo) uma colecção de 500 lápis de cor (1). É muita cor. E muito lápis. Tantos que se sentiram na necessidade de lhes criar uma identidade, dando-lhes nomes como Summer Afternoon, Norwegian Sky, Miss Sara, Autumn Fog, Upsy Daisy, Hesitation, Tea With Milk, Tragedy, Kierkegaard e muitos outros (mais precisamente, 500) - 2.
Como é uma colecção, os lápis não chegam numa encomenda só. Eles vêm lá de Quioto aos 25 de cada vez, durante 20 meses. Antes, numa caixa de papel a condizer (3 e 4). Agora, em tubos de plástico transparente. E, não podia deixar de ser, cada conjunto tem a sua tonalidade - vermelhos, rosas, azuis, verdes, amarelos, cinzentos -, em dégradé de lápis para lápis.
Para agravar as coisas, criaram estruturas em acrílico para expor os ditos lápis. Como estas abaixo (5 a 9).
Como é óbvio, eu já tenho os lápis. Todos eles. E as respectivas estruturas de suporte. Houvesse economato assim e o trabalho era menos cinzento (ou teria, pelo menos, 25 tons de cinzento).
1
2
3
4
5
6
7
8
9
[Imagens aqui, aqui, aqui e aqui]
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