23/05/2014

Casa Malaparte

 

1
 
Há dois posts atrás, apareceu no Pufe esta fotografia (tirada daqui), com um desafio: quem adivinhasse o tema associado à imagem seria convidado a escrever dois parágrafos sobre ele.

Vamos então desvendar o mistério.

A senhorita da fotografia é Brigitte Bardot, no filme Le Mépris, de Jean-Luc Godard, de 1963. Seguem abaixo mais algumas imagens do filme. 
  2
 
3
 
 4
  
 5
 
6

7

8
 
9
 
10
 
11
 
12


Quem conhece os temas que costumam passar pelo Pufe certamente estranhará esta súbita curiosidade pela Brigitte Bardot ou mesmo pelo cinema francês. Mas nada há a temer: não só não percebo um boi de cinema francês como, além disso, não estou particularmente interessada na Brigitte Bardot.
 
Por que motivo mostrar estas imagens, então? A casa, claro, a casa. Esta:
 
 
13
 

Tanto o terraço onde está a dita actriz deitada ao sol (ora de biquíni, ora só com um livro a tapar-lhe meio glúteo), como a sala dos sofás azuis em que estão acima os dois actores, e ainda a escadaria monumental onde aparece uma personagem de chapéu a fazer lembrar Magritte, pertencem a uma casa situada na ilha de Capri. Seguem umas imagens para verem melhor a sua localização:

 
14
  
15
 
16
 
17

 
A casa chama-se Casa Malaparte, e deve o seu nome ao seu primeiro proprietário, Kurt Erich Suckert. Italiano de nascimento, Suckert viria a usar posteriormente o nome de Curzio Malaparte, e assim ficou conhecido (Malaparte é um trocadilho com o apelido de Napoleão, e significa o "lado mau", ou o "lado errado"). Diz-se que era jornalista, escritor, poeta e diplomata, além de outras coisas, e tinha uma relação muito peculiar (e até hoje não muito bem percebida) com o fascismo italiano e com o nazismo. A certa altura (em 1937), e durante um período de refúgio na costa italiana, decidiu construir uma casa em Punta Massullo, Capri, tendo para isso contratado um  arquiteto modernista italiano - Adalberto Libera. Parece que os planos não terão corrido muito bem, e Malaparte acabou por construir a casa com Adolfo Amitrano, um pedreiro local. Depois da morte de Malaparte, em 1957, a casa ficou entregue aos elementos e a si própria, deteriorando-se. Foi palco do filme de Godard já em estado avançado de degradação (como se vê nas fotografias acima), mas foi doada à Fundação Giorgio Ronchi em 1972 e acabou por ser restaurada nos anos 80 e 90.
Hoje é utilizada para vários eventos culturais e para inúmeras campanhas publicitárias (por exemplo, da Persol e da Ermenegildo Zegna).
 
Mas enfim, tudo isto é acidental ao tema de que aqui se fala - que é, obviamente, a casa. Eu não o farei, mas estejam à vontade para pegar na Brigitte Bardot, no cinema francês, na arquitetura moderna, no fascismo de Mussolini, nas águas de Capri e refogar tudo dentro de um post, com óculos de sol e roupa masculina italiana.

Aqui ficam mais algumas fotografias da Casa Malaparte, que não resisto a partilhar:
  
 
18
 
19
 
20
 
21
 
22
 
23
 
24
  
25
 
 
A casa é dramática, teatral. A começar por estar implantada num local tão improvável e tão pouco adequado a uma construção (o cimo de um penhasco de 32 metros, rodeado por águas pouco tranquilas, não parece ser assim o sítio ideal), e a terminar em vários dos detalhes excêntricos que apresenta. Como a parede curvada no terraço, uma espécie de pestana arquitectónica surrealista que ali caiu acidentalmente. Ou a escadaria monumental, em triângulo invertido, que come grande parte do volume da casa e lhe dá aquela forma estranha, acentuando a altura vertiginosa da construção. Ou ainda os próprios degraus, despidos, que se estendem à medida que se vai subindo, terminando num terraço amplo e exposto que se deita em cima do horizonte, num caminho iniciático que se alarga progressivamente até se fundir com o mar.
E, depois, há coisas que aparentemente não fazem sentido com toda aquela largueza: muitas janelas pequenas, que salpicam as fachadas, aquele estuque cor de terracota a fazer lembrar as paredes das casas domésticas da Roma Antiga e de Pompeia, e que dão à construção um ar quotidiano e banal, a forma do resto do volume, tão regular e tão pouco interessante.

Os interiores não têm grande graça, sobretudo comparados com aqueles detalhes. São quase monásticos, com poucos móveis e raros elementos decorativos. Aliás, se a casa era usada como aparece nestas fotografias abaixo, provavelmente seria  desconfortável, de tão espartana. Mas a verdade é que, com aquele mar, com aquelas escarpas, qualquer pormenor interior mais elaborado seria uma distracção desnecessária.
 
 
26
 
27
 
28

 
O João Luís Castro, simpático leitor do Pufe, foi quem acertou em cheio no tema deste post, e por isso aqui ficam as suas palavras sobre a Casa Malaparte: "O seu ano de nascimento (1937) há muito que passou. E o seu nome não é daqueles que se guardou na memória. Nem mesmo se se acrescentar Capri como referência geográfica. Mais rápido nos lembramos daquele modelo da Ford, dos anos 70, de beleza discutível. Ou de uma música francesa, também ela há muito afastada dos tops de vendas. E, nos dias que passam, com tantos sítios à disposição, já ninguém elege essa ilha no Mediterrâneo como primeira opção de férias.
Consta que o acesso é difícil. Só com recurso a um barco e caso o mar esteja de feição. Mas naquele dia em que vimos na tela de um cinema a Brigitte Bardot a tomar banhos de sol naquele terraço, todos nós quisemos estar ali, nem que seja por um único instante. Deitada naquele terraço, com todos aqueles biquinis e vestidos, com aquele sotaque francês que não deixa ninguém indiferente e com aquele mar azul (ou seria verde) como pano de fundo, quem não quis estar ali?
Não terá sido um dos melhores filmes da história do cinema. Ainda hoje a casa é alvo de críticas, não se tratando de nenhuma obra consensual. Mas seguramente é o terraço mais conhecido da história".

Como diz o João Luís Castro, a Casa Malaparte não é uma obra consensual. Consigo perceber porquê. Consigo perceber tanto aqueles que a adoram como aqueles que a odeiam. É que esta casa desconcerta, não se consegue dominar. De certa forma, é impenetrável. E há uma razão para isso: ao avocar para si o desenho da construção, Malaparte quis (e disse-o num escrito que deixou) que a casa fosse o seu auto-retrato em pedra. Mais do que em qualquer outra construção, esta casa é o reflexo intencional e consciente de uma pessoa, das suas arbitrariedades, extravagâncias, contradições, idiossincrasias. E acho que é aí que reside o motivo do fascínio que provoca.

[informações e imagens nos seguintes links: 12, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15
 
 
 

20/05/2014

Bibendum


1
2
 
Quem não conhecer esta poltrona certamente pensará que ela é um modelo recente. Tem um ar modernaço, quase que podia estar no catálogo do próximo Inverno das melhores lojas de design (por acaso é uma peça exclusiva de uma delas, a Aram Store).

Mas não é. E não é apenas a sua idade que impressiona. Há três dados interessantes sobre esta peça, que aqui deixo por ordem crescente de estupefacção induzida:
A fonte de inspiração? Aquele famosíssimo boneco feito de pneus, marca eterna da Michelin, chamado Bibendum (é também o nome desta poltrona).
A época em que foi concebida? Início dos anos 20 do séc. XX (talvez um pouco antes).
O seu criador? Uma mulher semi-aristocrata irlandesa, Eileen Gray.

Eileen Gray é uma das designers mais importantes do século passado, ainda que grande parte do seu reconhecimento seja póstumo (também tem alguns trabalhos de arquitectura, mas isso fica para outro post). É uma espécie de Coco Chanel do design. Muitas das suas peças foram revolucionárias, e marcaram de forma significativa a facção do design que gosta de móveis com aço tubular [de uma forma muito simplista e por isso provavelmente errada ou pelo menos imprecisa, sempre que me lembro do período moderno divido-o entre os orgânicos e os industriais, ou seja, entre os fanáticos do mobiliário todo em madeira e os extremistas do vidro e do metal, seguindo-se uma terceira corrente, dissidente, que venera os plásticos, as borrachas e os acrílicos]. Quem não se recorda, por exemplo, da sua conhecida mesa E1027, que também aparece nas imagens 3 e 4 abaixo?
 
 
3

4

5
 

A Bibendum chair (é verdade, o nome é tão pouco sofisticado), aparentemente sem grande graça, é muito especial.
Por um lado, é das poucas cadeiras balofas que consegue ser ao mesmo tempo elegante; não é comum um corpanzil destes conseguir ser também airoso, efeito para o qual é decisiva a estrutura de base, mais fina.
Por outro lado, é muito versátil. Com o cenário certo, tanto é feliz numa sala de estar, numa sala de espera ou num quarto.
Por outro lado ainda, mesmo parecendo ter linhas volumosas e grosseiras, tem traços subtis que lhe conferem uma harmonia invisível, que não se vê à primeira, só se sente: já repararam que os dois anéis gordos do encosto, apesar de parecerem meios donuts, são na verdade uma repetição mais cheia da base tubular da cadeira, também em meia-lua? Como se, no papel, fossem curvas saídas de canetas diferentes, uma de ponta fina, outra de ponta de feltro? Afinal confirma-se que a teoria da simetria de Gui Bonsiepe serve para alguma coisa. 

[fotografias aqui e aqui]

19/05/2014

Cena de um próximo post


 
 
 


Desafio: alguém adivinha o tema de um dos próximos posts?
Pista: não é sobre o catálogo de Verão 2014 da Calzedonia.
Prémio/castigo: a quem acertar primeiro pede-se para escrever dois parágrafos a incluir no texto.
Respostas para pufeblog@gmail.com

Lost and found

Já não vinha aqui há tanto tempo que tive de pensar um bocadinho sobre como se entrava no blogger. Mas pronto, aqui está o Pufe novamente, a tentar sair do mundo dos blogues moribundos.

Enquanto pensava em regressar, passaram-se imensas coisas de que queria falar (uma delas é o Salone, que fica para outro post), e encontrei muitas outras que fui deixando guardadas no computador, à espera de melhores dias. Esta é a primeira.

A construção é assim uma mistura de abrigo de montanha e de casinha de campo, pousada num sítio improvável (uma ilha norueguesa próxima do círculo polar ártico). A paisagem é de granito, ainda que a vegetação suavize a dureza da pedra. Mas aquilo de que gosto mesmo é das cores. Do antracite áspero, do verde musgo, do cinzento frio, do amarelo silvestre, do castanho fustigado pelo mau tempo, do branco enevoado, do azul tão tímido no mar.

Numa das mesas, dentro da casa, há um livro com o título Lost and Found (este). É mesmo isso.


1

2

3

4

5

6

7

8

9


[Vega cottage, Kolman Boye Architects, 2012, aqui; fotografias de Lindman Photography]

14/04/2014

The beauty of asymmetry

A Muuto lançou no mercado um sofá que é agora um dos meus favoritos. Chama-se Soft Blocks e foi desenhado por Petter Skogstad. Diz o designer: "The ideia behing Soft Blocks was to play around with the proportions of a conventional sofá, challenge straight continous lines and explore the beauty of asymmetry. The result is a playful composition of soft blocks that are ready to welcome  you in the most friendly and comfortable way". Sempre que olho para ele, lembro-me de peças de Lego (sobretudo do Lego Duplo).
 
Gosto tanto de ver que ainda é possível fazer coisas diferentes com objectos tão triviais. E acho que o facto de este sofá estar apenas disponível (por agora) no azul predominante na minha sala é um sinal cósmico que não devo ignorar.

1

2


[Soft Blocks, Petter Skogstad, Muuto, aqui]

15/03/2014

Rosen House


O sudoeste dos Estados Unidos (em especial a Califórnia) tem tudo para, à partida, não me dizer nada. Cactos, desertos, motéis à beira de estradas poeirentas, restaurantes mexicanos, palmeiras e calor, estranhamente salteados com celebridades, grandes avenidas, estúdios de cinema e resorts com piscina, tudo me pareceria um grande tédio, não fosse um outro ingrediente que transforma essa receita em algo de extraordinário.

É que existem nessas terras imensas construções ditas modernistas. Só Palm Springs, cidade aparentemente sem tempero que agrade ao meu paladar estético, tem dezenas de edifícios desses. E, por essa razão, um sítio onde nunca me imaginaria passou há já algum tempo a constar da minha lista de viagens futuras.
A História dá algumas explicações para tão elevada concentração de arquitectura modernista num mesmo local: em meados do séc. XX, a Califórnia foi porta de entrada nos Estados Unidos para vários arquitectos (sobretudo europeus, e muitos relacionados com a Bauhaus), que vieram juntar-se a alguns outros que já lá viviam antes da segunda grande guerra (como Neutra, Hamilton Harris, Lautner, entre outros). Aí, com as oportunidades que surgiram depois do conflito e com a expansão urbana que a partir daí se verificou, toda uma geração de arquitectos, alimentada pela classe média, pelas estrelas de cinema e por outras vedetas, que queriam viver o (e no) último grito do moderno, viu naquela região de clima morno e de mellow lifestyle uma forma de explorar novos estilos e novas técnicas. A Califórnia era um destino despreocupado, bem disposto e optimista, um refúgio longe da austeridade que ainda se sentia um pouco por toda a parte, e a incubadora ideal de um movimento moderno mais arejado, sem aquele ar sério, sorumbático e racional que vinha da Europa. O modernismo americano acabou em parte por ficar associado ao Californian way of living, e transformou para sempre a paisagem e a identidade daquele sítio.


O estilo modernista californiano de que aqui falo, em alguns casos numa sub-espécie apelidada de desert modernism, deixou a nu as estruturas dos edifícios e combinou aço, plástico, alumínio e vidro (aproveitando o avanço tecnológico dos materiais desenvolvidos na altura da guerra) em construções de divisões amplas, rasgadas por grandes vãos. O uso de rochas e plantas (sobretudo cactos e palmeiras) em simbiose com a construção, o aproveitamento das vistas fantásticas e da luz, a falta de fronteiras entre o exterior e interior das casas, a informalidade na utilização dos materiais, na ocupação do espaço e na distribuição das áreas funcionais das construções, tudo isso compôs o carácter descontraído típico daquela zona, que acabava por suavizar as linhas duras e industriais dos elementos usados. É exemplo, aliás, o tão conhecido programa Case Study Houses, da revista Arts & Architecture, hoje considerado um marco fundamental da história da arquitectura moderna.

Apesar de parte dos proprietários destas casas não ter respeitado a herança que tinha nas mãos, sempre houve alguma sensibilidade para a protecção dos edifícios e para a dinamização de actividades de divulgação desse património. Actualmente, a coisa anda normalmente à volta de simpósios, cocktails, exposições, visitas organizadas, roteiros informativos, conferências, roadtrips em autocarros abertos, à torreira do sol. Uma dessas iniciativas, a Modernist Week, terminou há umas semanas.

Mas vamos ao que interessa. Uma das casas por onde passam alguns desses itinerários é a Rosen House, em Los Angeles (1 a 12). Construída entre 1961 e 1963, a Rosen House foi concebida para Gerald e Arlene Rosen, supostamente por Craig Ellwood, personagem controversa de nome inventado e hábitos extravagantes (em todo o caso, 
há quem aponte como principais criadores desta construções dois arquitectos do gabinete de Ellwood, Lomax e Jacobson). Craig Ellwood nunca estudou arquitectura, e tinha apenas formação em engenharia de estruturas, obtida com notas medíocres em aulas à noite. Apesar disso, deu várias conferências na Universidade de Yale e ensinou em duas ou três faculdades de arquitectura nos Estados Unidos. Craig Ellwood foi também autor de algumas das casas que fizeram parte do projecto Case Study Houses, tendo por aí obtido algum reconhecimento. Não sendo arquitecto, foi nomeado um dos três melhores arquitectos de 1957, em conjunto com Frank Lloyd Wright e Mies van der Rohe.


A Rosen House não é muito conhecida (talvez se Julius Shulman lhe tivesse tirado mais fotografias a coisa hoje fosse diferente) e não faz parte das Case Study Houses, mas partilha o espírito e o carácter das casas com que Craig Ellwood participou nesse projecto. Desde logo, como elas, evidencia nas suas características mais básicas a formação em engenharia de estruturas do seu autor. E, como todas elas em geral, é um exemplo de fusão entre o formalismo de Mies van der Rohe e o estilo relaxado do modernismo californiano.

É certo que, sobretudo aos nossos olhos de séc. XXI, esta casa não tem uma aparência muito carismática, nem se distingue à primeira vista de um qualquer outro caixotinho modernista feito em série. Pode inclusive parecer demasiado simples e quadrada – apesar de, na realidade, se a virmos em planta, não o ser. Mas, independentemente disso, e sem prejuízo de tudo o que se escreveu sobre o seu papel na arquitectura californiana (chegou a aparecer em publicações conhecidas no meio), a verdade é que esta é uma das minhas construções favoritas.  

Na Rosen House gosto de tudo. Da organização das divisões e da abertura interior para onde deitam alguns quartos. Das enormes paredes em vidro e da subtil contradição entre os elementos horizontais (como os degraus, feitos de lajes de cimento compridas) que alongam a construção pela linha do horizonte, agarrando-a à terra, e o facto de estar ligeiramente elevada sobre um pavimento de pedras pequenas e arredondadas. 

A fixação da casa por cima de uma superfície de seixos revela muito sobre o seu carácter. É como se ela se pusesse em bicos dos pés, para que se perceba bem como está construída. Visível do exterior e do interior, esse chão de seixos escuros, em contraste com o branco da construção, realça a verdade: uma casa é, no fundo, apenas uma estrutura. Aqui, nem a forma como assenta no solo ficou disfarçada. E é sobretudo disso que eu gosto: a casa não esconde aquilo que é, mostra a sua constituição despojada, os seus equilíbrios, as suas forças, os seus pontos de apoio e de união, como acontece tipicamente com as casas modernistas. E, no caso da Rosen House, isso é conseguido com tanta certeza e com tanta confiança que acaba por lhe dar uma aura pretensiosa. Como se uma construção pudesse dar-se ao luxo de se apresentar assim, despida de coberturas, revestimentos e elementos de decoração ou distracção, por saber que isso basta – e aqui basta de certeza – para ser distinguida entre as suas pares.

As palavras são de Craig Ellwood, escritas na revista L.A. Architect de Março de 1976, e fazem todo o sentido em relação a esta casa: “The spirit of architecture is its truthfulness to itself: its clarity and logic with respect to its materials and structure. (...) The truth about truth is it is - waiting for us to discover it. The consciousness of truth is not static, but ever progressively unfolding. We must strive for intrinsic solution, not extrinsic effect. The moment form becomes arbitrary, it becomes novelty or style – it becomes something other than architecture. Materials and methods will certainly change, but the basic laws of nature make finally everything timeless”.

A Rosen House é apenas aquilo que com tanta segurança mostra ser, um conjunto de superfícies e alçados, pilares, traves e vigas, sem querer ser outra coisa, e acho que é por ser tão orgulhosamente verdadeira que gosto tanto dela.



1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12


Fotografias e informações em A, B, C, D, E, F e G